O professor André Hippler, do IFMT Campus Barra do Garças, realizou uma atividade pedagógica na disciplina de Geografia com alunos do ensino médio, utilizando a Copa do Mundo como eixo temático. A proposta substituiu as aulas teóricas por pesquisas em grupo, com produção de cartazes e montagem de um mural exposto à comunidade escolar.

A atividade foi organizada a partir do sorteio de países participantes da Copa do Mundo entre os grupos de alunos. Cada equipe ficou responsável por investigar aspectos geográficos, econômicos, culturais e sociais da nação sorteada. Segundo o professor de Geografia e responsável pelo projeto, André Hippler, a escolha do tema buscou aproveitar o interesse natural dos estudantes pelo evento. “A Copa é um evento que todos conhecem e acompanham“, afirmou. “Usei o que eles já gostam para mostrar que a Geografia não é algo distante.“

Os grupos conduziram as pesquisas de forma autônoma, com orientação do professor. Durante o processo, os alunos levantaram questionamentos comparativos entre os países estudados e o Brasil, como renda, educação e qualidade de vida. Ao final, os cartazes foram reunidos em um mural instalado em espaço comum do campus, disponível para visitação de toda a escola.

Hippler observou mudanças na dinâmica de trabalho dos estudantes ao longo do projeto. “No início, muitos ficavam esperando que eu entregasse tudo pronto. Mas com o passar do tempo, ganharam mais confiança e autonomia.” O professor também mencionou que os alunos “aprenderam a procurar informações em lugares certos, a organizar o que descobriram e a resolver os pequenos problemas que apareciam no grupo“.

O professor André Hippler afirmou que a atividade resultou em participação mais ativa dos alunos em comparação às aulas tradicionais. “Percebi logo uma participação bem maior do que nas aulas mais comuns. Eles se organizaram sozinhos para pesquisar, perguntaram coisas que não estavam nem no roteiro“, disse.

Sobre as conexões estabelecidas pelos estudantes entre o conteúdo pesquisado e a realidade local, Hippler destacou: “À medida que pesquisavam, eles mesmos faziam perguntas: ‘Professor, aqui no Brasil é assim também?’, ‘Por que lá é diferente daqui?’. Ao verem dados como renda, educação ou qualidade de vida, perceberam que aqueles números mostram como a vida das pessoas funciona em cada lugar.“

O professor informou que pretende repetir a abordagem em anos seguintes, com novos temas. “Já tenho planos para os próximos anos: quero desenvolver outros projetos, explorando temas que envolvem tanto a nossa realidade aqui no Brasil quanto assuntos que tratam de diferentes regiões e de todo o mundo“, afirmou. Segundo ele, “a proposta exige mais planejamento do que as aulas convencionais, mas a dinâmica observada justifica o esforço.“



