Evento reuniu comunidade acadêmica para discutir construção de espaço seguro, com palestrantes especializados.

O IFMT Campus Barra do Garças realizou no mês de junho a atividade com o tema “Gênero e Diversidade no IFMT-BAG: Construindo um Espaço Seguro e Inclusivo“. O evento contou com a participação de dois palestrantes: o professor Luis Antonio Bitante Fernandes e Jane Ramos Varjão, representantes da Rede de Frente.

A comissão organizadora, por meio da professora Lirian Keli dos Santos, explica que o IFMT Campus Barra do Garças, enquanto instituição democrática, tem o dever educacional de promover a inclusão e a diversidade, assegurando visibilidade e representatividade positiva, combatendo discriminação, preconceito e intolerância contra pessoas LGBTQIAPN+, e desconstruindo estruturas heteronormativas de exclusão. “O objetivo da atividade foi construir consciência crítica, promover diálogo e fortalecer relações humanas baseadas no respeito, na equidade e na valorização da diversidade”.

Sobre a escolha dos palestrantes, a professora Lirian informou que foi orientada pela capacidade de articular conhecimento científico, experiência prática e compromisso social com as temáticas debatidas, por ser necessário compreender implicações concretas nas relações institucionais, sociais e humanas. “Os convidados, Luis Antonio Bitante Fernandes e Jane Ramos Varjão, possuem trajetória acadêmica e profissional vinculada aos estudos sobre gênero, diversidade, direitos humanos, relações sociais e enfrentamento das desigualdades”.

A comissão, segundo Lirian, planejou como estratégias de avaliação do impacto da atividade: rodas de conversa, momentos de escuta coletiva e observação dos desdobramentos institucionais posteriores. “Esses instrumentos permitem identificar o nível de participação, as reflexões provocadas, os aprendizados construídos e as demandas da comunidade acadêmica”.

“A principal mensagem é que diversidade não representa ameaça à convivência institucional; ao contrário, ela é condição fundamental para a construção de uma comunidade mais justa, democrática e humanizada. Respeitar as diferenças não é apenas uma postura moral desejável, é uma exigência ética de qualquer sociedade que aspire à justiça. A educação cumpre sua função quando forma sujeitos capazes de reconhecer a dignidade do outro e de questionar estruturas que reproduzem desigualdade e exclusão. Não basta coexistir; é necessário construir relações baseadas em respeito, reconhecimento e responsabilidade coletiva” esclarece a professora Lirian.

Como próximos passos, a comissão continuará realizando ações formativas sobre gênero e diversidade, debates permanentes, projetos interdisciplinares, espaços de escuta e fortalecimento de políticas institucionais voltadas à inclusão, ao acolhimento e ao combate de todas as formas de discriminação.



